Confusões do senhor Edílson à parte, o que interessa é que o Corinthians disparou na liderança do Brasileirão 2005. O timão acumulou uma boa folga depois de recuperar alguns pontos nos jogos refeitos contra Santos e São Paulo e de uma boa seqüência de vitórias.
Com essa grande fase, o craque Tevez já está falando no título. Será que o clima de “já ganhou” reserva alguma surpresa para o final do campeonato?
Mande um cartão para aquele torcedor fanático
Polêmica:
Corinthians já está com o título na mão?
Bate-papo: alguém ameaça o timão?
Conversa de boteco e de blog:
A jornalista Regina Ramoska, adepta de esportes radicais, trilhas e sushi, é "mãe" de dois cachorros - uma delas resgatada das ruas.
Das ruas também vêm as histórias que publica no blog "Amor de Cão", inaugurado nesta semana no UOL. Mas os protagonistas de seus posts não são os cães, e sim os moradores de rua, que muitas vezes só podem contar com a amizade dos bichos.
Na entrevista abaixo, por e-mail, Regina conta como passou a fazer parte da vida de muitos deles e como pretende romper resistências em relação aos sem-teto.
Blog da Interação: Como é seu contato com moradores de rua? Quando começou?
Regina Ramoska: Eu sempre tive uma simpatia muito grande por gente em geral. Sabe aquela coisa de dar bom dia pra quem está de cara amarrada, fazer uma brincadeira no supermercado lotado etc? E sempre achei que os moradores em situação de rua serviam meio como uma 'paisagem' para a maioria das pessoas, e pior, quando não passavam invisíveis, eram um estorvo. Certo dia vi um mendigo ganhar um sanduíche e dar o recheio -uma salsicha- para o cachorro. Ele comeu o pão, apenas. Fui conversar com ele, compramos mais um sanduíche e ele repetiu o gesto. Disse 'ao amigo, o melhor pedaço'. Isso me chamou a atenção para a amizade entre os moradores e seus cachorros, e o motivo dessa relação ser tão especial. Desde lá, mais ou menos 2000, passei a conversar mais com eles.
A abordagem nem sempre é simples. Para que eles contem algo de sua vida precisam confiar, estabelecer um vínculo. Nem sempre as informações são as mesmas. Em um dia eles te contam uma história, depois outra, depois outra... O grande barato é a amizade que se estabelece, a ponto de nos conhecermos pelo nome. Já aprendi muito com essas pessoas, e não é aprendizado pela dor deles não, muitos têm uma cultura acima da média e, em sua maioria, uma experiência de vida extremamente rica.
Interação: Quanto tempo você dedica a eles?
Regina: Às quartas eu faço parte de um grupo que distribui sopa, embaixo da Avenida Sumaré.
Além disso, pelo menos três dias por semana eu vou em busca de novas histórias. E tem os 'moradores de estimação', aqueles que ficam próximos à minha casa e que vejo praticamente todos os dias. Não tem uma regra fixa -estou na rua, vejo um morador, páro, brinco, convido para um lanche, pergunto se precisam de algo, e assim começa a amizade.
Interação: Como são as reações dos novos amigos?
Regina: Sempre as mais favoráveis. Moradores em situação de rua são carentes de afeto, de atenção, de alguém que olhe para eles sem discriminação, que ouça o que eles têm a dizer. Muitas vezes eles pedem um cobertor, uma roupa, mas já fui convidada para 'jantar' com eles, por exemplo. A troca é uma coisa muito emocionante. Tem um morador, o André, que encheu um poste com fotos de loiras (eu sou loira) e frases do tipo ' a Regina é nossa amiga', 'nosso maior presente'. Claro que eu chorei quando ele me mostrou, né.
Interação: Contar suas histórias no blog pode ajudar os moradores de rua de alguma forma?
Regina: Acredito que sim. Algumas pessoas que leram me mandaram mensagens muito bacanas, dizendo que passaram a ver essa população com outros olhos. É preciso tirar o estigma de que eles não trabalham, só pedem, ou que são marginais. Eu convivo com eles há anos e nunca tirei um anel nos encontros. Além de nunca ter problemas dessa ordem, ainda me sinto protegida, pelo carinho que eles dedicam e pela amizade que se estabelece. Espero que as pessoas passem a ver o mundo com outros olhos, e se o blog, de alguma forma, ajudar a mostrar que são seres humanos (já que cachorro também é gente, rs), são vidas, são pessoas como nós -e que qualquer um poderia estar naquela situação- já terei cumprido a minha meta.
Música, tecnologia e esporte são alguns dos assuntos preferidos da moçada, mas a galera adolescente, pré-adolescente e pós-adolescente também está atenta para o que acontece na política.
Prova disso é o blog "Política e Polêmica", do estudante Renan Conde, de 16
anos, inaugurado nesta semana.
Renan cursa o 2o. ano do ensino médio numa escola pública da Zona Leste de São Paulo e, por hobby, criou o blog do fã-clube da Sabrina Sato, além de colaborar com o blog oficial da apresentadora. Agora, inspirado pelos posts de Fernando Rodrigues e Rosana Hermann, resolveu falar de atualidades e política.
Por e-mail, Renan Conde fala de seu interesse por blogs, conta como conheceu Sabrina Sato e dá uma de tiete mandando beijinhos para a musa.
Blog da Interação: Jovens da sua idade se interessam por
política?
Renan Conde: Eu acredito que sim! O que acontece é
que eles procuram não se envolver muito, eles acreditam que não poderão mudar
nada... Posso tirar isso como conclusão, pois na escola, quando temos aula de
história, se você entrar no assunto Referendo e Política, iniciará um verdadeiro
debate, e daí percebemos que todos sabem muito bem o que está acontecendo.
Interação: No primeiro post você falou sobre o referendo
pela proibição da venda de armas. Foi esse assunto que despertou a vontade de
criar o "Política e Polêmica" ou você já planejava escrever antes?
Renan: Na verdade, eu planejei criar o blog desde que
começou a discussão sobre o Mensalão. Eu sempre quis expor minha opinião para
todos e acho que iniciei o blog no momento certo. Até agora, não encontrei
nenhum outro blog de adolescente específico sobre política.
Interação: Você tem outros blogs?
Renan:
Tenho o "Política e Polêmica" e o blog do Fã-Clube Oficial da Sabrina Sato. Além
desses dois eu também ajudo a Sabrina a atualizar o dela.
Interação: Qual é sua relação com Sabrina
Sato?
Renan: Acima de tudo, eu sou um grande fã. Mas acho
que hoje posso me considerar amigo. A Sabrina e a família dela são pessoas
ótimas, e acho que tudo que aprendi em relação a sites, blogs etc, eu devo a
eles. Aliás, foi depois que conheci a Sabrina que me senti mais independente,
conheci pessoas novas, lugares novos... O primeiro contato foi engraçado. Achei
o telefone da casa dela na Internet, mas fiquei com muita vergonha de falar.
Então pedi para um primo, menor que eu, ligar. Ele ligou, falou com a irmã dela,
e logo depois já estava falando com a Sabrina. Bom, nem preciso falar que
ficamos eufóricos. Só consigo me lembrar que eu pulava, meu coração estava
acelerado... Depois disso, conversamos mais algumas vezes e marcamos de nos
encontrar, mas deu errado. Nos encontramos pela primeira vez na gravação do
programa piloto do "Pânico na TV". E gostaria de aproveitar o espaço para
mandar um beijo para a Sá e para toda a familia dela. E dizer que eles sabem o
quanto eu gosto deles... Adoro Vcs!